AVENIDA ANGÉLICA - HIGIENÓPOLIS

AVENIDA ANGÉLICA

O nome despojado da Avenida, apenas “Angélica”, não se assemelha ao glamour da vida de Maria Angélica Souza Queiroz, nascida em 1842 numa das grandes e tradicionais famílias paulistas da época, filha do Barão de Sousa Queirós e neta materna do Senador Vergueiro e neta do Brigadeiro Luiz Antônio de Souza Queiroz, que, além de grande negociante de fazendas em São Paulo, dono da primeira galera que saiu de Santos carregada de mercadorias com destino a Lisboa, foi senador e senhor de quinze fábricas.

Com edifícios de escritórios de alto padrão, passou a ser mais um centro de negócios de São Paulo.

A Avenida Angélica atualmente tem seu início na confluência da Rua Brigadeiro Galvão (José Pedro Galvão de Moura), como continuação da Alameda Eduardo Prado (Eduardo Paulo da Silva Prado), cruzando toda a extensão longitudinal do bairro de Higienópolis, unindo os Campos Elíseos ao Espigão da Avenida Paulista, ponto mais alto da capital bandeirante, onde termina.

Sede de belíssimos casarões do começo do século XX, habitados pelos barões do café, foi sinônimo da riqueza paulistana e do morar bem, marcada pelo glamour da época do ouro verde, como era chamado “o nosso café”, sendo que algumas construções antigas e históricas ainda compõem a paisagem, como a casa dos McSud reproduzida na foto e a que hoje é utilizada como sede da Policia Militar.

Dona Angélica, desejosa de morar longe da cidade para ficar mais perto dos pássaros e das plantas, veio morar no bairro que estava nascendo, junto aos Campos Elíseos e ao Morro do Chá, por volta de 1862, já casada com seu primo, o Barão Dr. Francisco Aguiar de Barros, de tradicional família paulistana, tornando-se a Baronesa de Souza Queiroz Barros.

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