Buscar Imóveis


1º. passo: A escolha da instituição financeira.

Parece uma idéia absurda, considerando que o banco só é envolvido depois que o imóvel foi escolhido, mas não é!
Caso você não disponha de toda a quantia para comprar seu imóvel, precisará buscar um empréstimo junto a uma instituição financeira. Muitas são as opções no mercado, todas ávidas por tê-lo como cliente! Antes de qualquer coisa é fundamental pesquisar as ofertas disponíveis, as diferenças entre as taxas de juros praticadas, o percentual de financiamento concedido e, as exigências e burocracias envolvidas. É muito importante identificar qual banco será a melhor opção tendo em vista o seu perfil, pois este será um relacionamento para 10, 15, 20 ou até 30 anos!
Logo em seguida, você deverá procurar o gerente da agência escolhida e apresentar seus documentos pessoais e de comprovação de renda, informando qual quantia se pretende financiar. Esta providência permitirá ao banco agilizar a análise de crédito e, com o exame cadastral, de perfil e capacidade de pagamento antecipados geralmente se ganha de 30 a 40 dias no processo!
Além disso, fica mais fácil negociar com o vendedor na hora de informar que o pagamento será feito por meio de financiamento.

2º. passo: A escolha do imóvel.


Agora sim, com a primeira parte da documentação em andamento, é hora de escolher o imóvel. Primeira recomendação: pé no chão (nos dois sentidos) e controle total da ansiedade e das expectativas!
Faça uma seleção considerando a região de sua preferência, o tamanho, numero de cômodos e o valor pretendido. Para isso, poderá contar com os classificados do jornal, a internet e os corretores de sua confiança. Lembre-se sempre: não se empolgue com a primeira visita, o investimento é alto e merece uma decisão acertada. Conter o entusiasmo diante dos vendedores também ajuda nas negociações.

3º. passo: Efetivação da venda e compra e análise da documentação


Se você pensava que depois de ter feito a escolha do imóvel estava tudo pronto, enganou-se... agora recomeça a parte burocrática. Neste momento é bom contar com a ajuda de um especialista. Recomenda-se que um corretor devidamente credenciado ou advogado especialista analise todos os documentos, desde aqueles referentes ao imóvel, o processo de financiamento até os documentos dos vendedores. O estudo da documentação imobiliária, que precede a aquisição do bem, tem dois objetivos principais: verificar e minimizar o grau de risco da aquisição e demonstrar, se for necessário, a boa-fé do adquirente.
É possível negociar um valor fechado com o profissional e o custo da avaliação ficar em torno de um salário mínimo. É um dispêndio que deve ser encarado como investimento, pois muitos problemas podem ser evitados nesta fase. O objetivo nunca será inviabilizar negócios, mas sim orientar quanto às correções e precauções necessárias.
O profissional contratado também poderá elaborar o compromisso de venda e compra, que é o instrumento legal que oficializa a negociação do imóvel, sendo destacada neste instrumento uma cláusula específica para a documentação.

4º. passo: Análise dos vendedores.


Neste momento é avaliada a situação dos vendedores. É muito importante verificar se há restrições que possam recair sobre o bem. Além disso, quando o comprador analisa a documentação pode antecipar correções e esclarecimentos, novamente agilizando o processo de financiamento.
Invariavelmente, a instituição financeira que cederá o crédito analisará toda a documentação apresentada, porém, recomenda-se que o comprador tenha conhecimento de tudo, pois ele será o pleno proprietário do imóvel futuramente.

5º. passo: Análise detalhada do contrato de financiamento.


Nesta fase é hora de decidir sobre os detalhes do financiamento: o sistema de amortização e garantia, a forma de reajuste, se será ou não utilizado o FGTS. Deve-se tomar conhecimento de todas as tarifas cobradas pelo banco e negociar àquelas possíveis.
Uma dica é optar pelo débito em conta corrente. Apesar do inconveniente de ter que abrir uma conta neste banco, o desconto pode chegar a 1% referente à taxa de juros (ao ano) sobre o saldo devedor.

Cuidado: conforme o Código de Defesa do Consumidor, artigo 39, inciso I, é vedado a qualquer estabelecimento comercial a prática da “venda casada”. As empresas que fazem “venda casada” estão sujeitas a sanções administrativas que vão desde multa à cassação da licença. Infelizmente, esta prática é utilizada por alguns bancos, quando, por exemplo, a instituição condiciona a compra de um seguro de vida ou cartão de crédito ao fornecimento do financiamento.

6º. passo: Reforma do imóvel, contratação de equipes e execução da obra.


Nesta fase, presume-se que tudo deu certo: a escolha do banco e do imóvel, o fechamento do negócio com o compromisso de venda e compra, a análise de todos os documentos e a obtenção do crédito.
Talvez seja a hora de descansar, passar uns dias na praia ou na montanha, recarregando as energias e se preparando para a etapa final: a adequação do imóvel ao seu perfil e necessidades.
U m erro gravíssimo e infelizmente muito comum, é iniciar a obra sem uma planilha orçamentária detalhada e sem o cronograma executivo.
O projeto arquitetônico possibilita uma eficiente utilização do imóvel e contribui para a valorização do mesmo. Além disso, junto ao projeto executivo é disponibilizado o memorial descritivo, relatório que possibilita a realização de um orçamento detalhado e preciso, bem como planejar o prazo de execução.

7º. passo: Mude-se, comemore e seja feliz!

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